sexta-feira, 1 de julho de 2011

FESTAS JUNINAS ParteII

Segundo histórias e lendas católicas, Santo Antônio é um dos santos de maior devoção popular tanto no Brasil como em Portugal. Fernando de Bulhões nasceu em Lisboa em 15 de agosto de 1195 e faleceu em Pádua, na Itália, em 13 de junho de 1231, e é festejado no dia 13 de junho. Recebeu o nome de Antônio ao passar, em 1220, da Ordem de Santo Agostinho para a Ordem de São Francisco e é conhecido como Santo Antônio de Lisboa ou Santo Antônio de Pádua.
É o santo familiar e protetor dos varejistas em geral, por isso é comum encontrar sua figura em estabelecimentos comerciais. É também o padroeiro das povoações e dos soldados.
Sua influência é marcante entre o povo brasileiro. Seus devotos, em geral, não têm em casa uma imagem grande do santo e preferem levar no bolso uma pequena para se proteger. É a ele que as moças ansiosas pedem um noivo. A prática de colocar o santo de cabeça para baixo no sereno, ou de jogá-lo no fundo do poço até que o pedido seja atendido, por exemplo, é bastante comum entre os devotos.
O relacionamento entre os devotos e os santos juninos, principalmente Santo Antônio e São João, é quase familiar: cheio de intimidades, chega a ser, por vezes, irreverente, debochado e quase obsceno. Esse caráter fica bastante evidente quando se entra em contato com as simpatias, sortes, adivinhas e acalantos feitos a esses santos.  Os objetos utilizados nas simpatias e adivinhações devem ser virgens, senão… nada de a simpatia funcionar!
Nos primeiros treze dias de junho, os devotos de Santo Antônio rezam as trezenas com o intuito de alcançar graças através da sua intervenção ou de agradecer um milagre que o santo tenha realizado. 
João Batista, primo de Jesus Cristo, nasceu no dia 24 de junho, alguns anos antes de seu primo Jesus Cristo, e morreu em 29 de agosto do ano 31 d.C., na Palestina. Foi degolado por ordem de Herodes Antipas a pedido de sua enteada Salomé, pois sua pregação incomodava a moral da época.
São João ocupa papel de destaque nas festas, pois, dentre os santos de junho, foi ele que deu ao mês o seu nome (mês de São João) e é em sua homenagem que se chamam "joaninas" as festas realizadas no decurso dos seus trinta dias. O dia 23 de junho, véspera do nascimento de São João e início dos festejos, é esperado com especial ansiedade.
São João é muito querido, sem distinção de sexo nem de idade. Moças, velhas, crianças e homens o fazem de oráculo nas adivinhações e festejam o seu dia com fogos de artifício, tiros e balões coloridos, além dos banhos coletivos de madrugada. Acende-se uma fogueira à porta de cada casa.
São João, segundo a tradição, adormece no seu dia, pois se estivesse acordado vendo as fogueiras que são acesas para homenageá-lo não resistiria: desceria à Terra e ela correria o risco de incendiar-se. 

Segundo história e lendas católicas São Pedro, o apóstolo e o pescador do lago de Genezareth, cativa seus devotos pela história pessoal. Homem de origem humilde, ele foi apóstolo de Cristo e depois encarregado de fundar a Igreja Católica, tendo sido seu primeiro papa. Depois de sua morte, São Pedro, segundo a tradição católica, foi nomeado chaveiro do céu. Assim, para entrar no céu, é necessário que São Pedro abra as portas. Também lhe é atribuída a responsabilidade de fazer chover.
No dia de São Pedro, todos os que receberam seu nome devem acender fogueiras na porta de suas casas. Além disso, se alguém amarrar uma fita no braço de alguém chamado Pedro, ele tem a obrigação de dar um presente ou pagar uma bebida àquele que o amarrou, em homenagem ao santo. A festa de São Pedro: Em homenagem ao santo, acendem-se fogueiras, erguem-se mastros com sua bandeira e queimam-se fogos, porém não há na noite de 29 de junho a mesma empolgação presente na festa de São João.
Também se fazem procissões terrestres, organizadas pelas viúvas, e fluviais, pois, como vimos, São Pedro é o protetor dos pescadores e das viúvas. Em várias regiões do Brasil, a brincadeira mais comum na festa é a do pau-de-sebo.
Embora São Paulo também seja homenageado em 29 de junho, ele não é figura de destaque nas festividades desse mês. 

  • Danças juninas

Amados Pais, servos do Senhor:
É relativamente comum os colégios (empresas ou associações) exigirem que participemos ou que nossos filhos, participem das Festas Juninas que são programadas, em especial,  que sejam ativos participantes nas danças de quadrilha.
À luz da Palavra do Senhor, é incompatível com nossos princípios de fé e condição de servos do Eterno.
Este relato sobre as Festas Juninas, não deixa a menor dúvida que ela é uma festa dedicada a santos Católicos e toda e qualquer participação do Povo de Deus, é uma desobediência aos Seus mandamentos.

"Não se juntem com os descrentes para trabalharem com eles. Como é que o certo e o errado podem ser companheiros? Como podem viver juntas a luz e a escuridão? Como podem Cristo e o diabo estar de acordo? O que é que um cristão e um descrente têm em comum? Que relação pode haver entre o Templo de Deus e os ídolos pagãos? Pois nós somos o templo do Deus vivo."( 2Co 6:14-16)


Fonte de Pesquisa: www festajuninas com.br
http://www.vivos.com.br/158.htm


quarta-feira, 8 de junho de 2011

FESTAS JUNINAS


Existem no decorrer do ano, diversas datas que são definidas como feriado quer seja municipal, estadual ou nacional. Geralmente, um feriado sempre é bem vindo; para muitos, sinônimo de folga no trabalho e diversão. Mas, há uma questão muito séria que se encontra por trás de alguns destes feriados, são dias santos, por conseqüência consagrado há alguma entidade venerada por multidões; estes feriados é uma forma de devotar louvor ou veneração a  personagens declarados como santos (1Co 10.19,20).
É necessário, portanto, que nós como corpo do Senhor Jesus, não venhamos  a compartilhar destas consagrações; evitando, estarmos juntos aos que se alegram com elas. Neste caso, especifico, muitas cidades têm como tradições patrocinar festividades denominadas como "Festas Juninas", que consistem em "forrós e outras tradições" comuns à data; o Espírito de Deus nos aconselha a não participarmos de tais tradições, nem mesmo, admirá-las.
E, na condição de separados que somos, é sábio declararmos  diante das trevas que anulamos em nome de Jesus Cristo,  todo poder e autoridade constituída pelos homens às forças espirituais contra nossas vidas. O passo seguinte é procurarmos viver um dia, de muita vigilância e consagração ao Senhor (Mt 26.41), para que não sejamos atingidos pelo inimigo.

"Não se juntem com os descrentes para trabalharem com eles. Como é que o certo e o errado podem ser companheiros? Como podem viver juntas a luz e a escuridão? Como podem Cristo e o diabo estar de acordo? O que é que um cristão e um descrente têm em comum? Que relação pode haver entre o Templo de Deus e os ídolos pagãos? Pois nós somos o templo do Deus vivo."  ( 2Co 6:14-16)

Nos dias atuais a permissividade infelizmente é muito bem aceita, as práticas comuns aos que andam sob os conselhos da carne, são adaptadas e cristianizadas.


As Festas Juninas, são tradicionalmente homenagens a santos católicos, são eles:
  • Santo Antonio
  • São João 
  • São Pedro e São Paulo
A seguir, veja como surgiu tais comemorações.

O calendário das festas católicas é marcado por diversas comemorações de dias de santos. As comemorações de São João (24 de junho) fazem parte de um ciclo festivo que passou a ser conhecido como festas juninas e homenageia, além desse, outros santos reverenciados em junho: Santo Antônio (dia 13) e São Pedro e São Paulo (dia 29).
Se pesquisarmos a origem dessas festividades, perceberemos que elas remontam a um tempo muito antigo, anterior ao surgimento da era cristã. De acordo com o livro O Ramo de Ouro, de sir James George Frazer, o mês de junho, tempo do solstício de verão (no dia 21 ou 22 de junho o Sol, ao meio-dia, atinge seu ponto mais alto no céu, esse é o dia mais longo e a noite mais curta do ano) no Hemisfério Norte, era a época do ano em que diversos povos - celtas, bretões, bascos, sardenhos, egípcios, persas, sírios, sumérios - faziam rituais de invocação de fertilidade para estimular o crescimento da vegetação, promover a fartura nas colheitas e trazer chuvas.
Com o cultivo da terra pelo homem, surgiram os rituais de invocação de fertilidade para ajudar o crescimento das plantas e proporcionar uma boa colheita.
Na Grécia, por exemplo, Adônis era considerado o espírito dos cereais. Entre os rituais mais expressivos que o homenageavam estão os jardins de Adônis: na primavera, durante oito dias, as mulheres plantavam em vasos ou cestos sementes de trigo, cevada, alface, funcho e vários tipos de flores. Com o calor do sol, as plantas cresciam rapidamente e, como não tinham raízes, murchavam ao final dos oito dias, quando então os pequenos jardins eram levados, juntamente com as imagens de Adônis morto, para ser lançados ao mar ou em outras águas.
Os rituais de fertilidade perduraram através dos tempos. Na era cristã, mesmo que fossem considerados pagãos, não era mais possível acabar com eles. Segundo Frazer, é por esse motivo que a Igreja Católica, em vez de condená-los, os adapta às comemorações do dia de São João, que teria nascido em 24 de junho, dia do solstício
Na Europa, os festejos do solstício de verão foram adaptados à cultura local, de modo que em Portugal foi incluída a festa de Santo Antônio de Lisboa ou de Pádua, em 13 de junho.
E a tradição cristã completou o ciclo com os festejos de São Pedro e São Paulo, ambos apóstolos da maior importância, homenageados em 29 de junho.
Quando os portugueses iniciaram o empreendimento colonial no Brasil, a partir de 1500, as festas de São João eram ainda o centro das comemorações de junho. Alguns cronistas contam que os jesuítas acendiam fogueiras e tochas em junho, provocando grande atração sobre os indígenas.
Mesmo que no Brasil essa época marcasse o início do inverno, ela coincidia com a realização dos rituais mais importantes para os povos que aqui viviam referentes às colheitas e à preparação dos novos plantios.
Houve, portanto, certa coincidência entre o propósito católico de atrair os índios ao convívio missionário catequético e as práticas rituais indígenas, simbolizadas pelas fogueiras de São João. Talvez seja por causa disso que os festejos juninos tenham tomado as proporções e a importância que adquiriram no calendário das festas brasileiras.
As relações familiares eram complementadas pela instituição do compadrio, que servia para integrar outras pessoas à família, estreitando assim os laços entre vizinhos e entre patrões e empregados. Até mesmo os escravos podiam ser apadrinhados pelos senhores de terra.
Havia duas formas principais de tornar-se compadre e comadre, padrinho e madrinha: uma era, e ainda é, através do batismo; a outra, através da fogueira. Nas festas de São João, os homens, principalmente, formavam duplas de compadres de fogueira: ficavam um de cada lado da fogueira e deveriam pular as brasas dando-se as mãos em sentido cruzado. Os laços de compadrio eram muito importantes, pois os padrinhos podiam substituir os pais na ausência ou na morte destes, os compadres integravam grupos de cooperação no trabalho agrícola e os afilhados eram devedores de obrigações para com os padrinhos. A instituição beneficiava os patrões, que tinham um séquito de compadres e afilhados leais tanto nas relações de trabalho como nas campanhas políticas, quando se beneficiavam do voto de cabresto.
Hoje as festas juninas possuem cor local. De acordo com a região do país, variam os tipos de dança, indumentária e comida. A tônica é a fogueira, o foguetório, o milho, a pinga, o mastro e as rezas dos santos.  
    • Danças juninas

    Amados Pais, servos do Senhor:
    É relativamente comum os colégios (empresas ou associações) exigirem que participemos ou que nossos filhos, participem das Festas Juninas que são programadas, em especial,  que sejam ativos participantes nas danças de quadrilha.
    À luz da Palavra do Senhor, é incompatível com nossos princípios de fé e condição de servos do Eterno.
    Este relato sobre as Festas Juninas, não deixa a menor dúvida que ela é uma festa dedicada a santos Católicos e toda e qualquer participação do Povo de Deus, é uma desobediência aos Seus mandamentos.

    "Não se juntem com os descrentes para trabalharem com eles. Como é que o certo e o errado podem ser companheiros? Como podem viver juntas a luz e a escuridão? Como podem Cristo e o diabo estar de acordo? O que é que um cristão e um descrente têm em comum? Que relação pode haver entre o Templo de Deus e os ídolos pagãos? Pois nós somos o templo do Deus vivo."( 2Co 6:14-16)


    Fonte de Pesquisa: www festajuninas com.br
    http://www.vivos.com.br/158.htm



    segunda-feira, 4 de abril de 2011

    TEOLOGIA É DO CAPETA !?!?!




    “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade. Mas evita os falatórios profanos, porque produzirão maior impiedade. E a palavra desses roerá como gangrena; entre os quais são Himeneu e Fileto; Os quais se desviaram da verdade, dizendo que a ressurreição era já feita, e perverteram a fé de alguns. Todavia o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniqüidade”. II Timóteo 2:15-19 


    TEOLOGIA É DO CAPETA !?!?!

    O título deste artigo é propositalmente polêmico a fim de atrair para uma inquietante
    conversa dois grupos incomunicáveis que coexistem na Lavoura de Deus.
    De um lado, os que entendem que o estudo teológico prejudica a fé das pessoas
     e as tornam mais frias na igreja, para estes “teologia é do Capeta”; 
    do outro lado estão os teólogos, 
    que defendem ter na teologia a cura para o câncer eclesiástico que corrói as doutrinas bíblicas,
     para estes “teologia é de Deus”.
    Esta tentativa de dialética que se desdobrará poderá ser útil para entender as razões e os porquês de a teologia ser objeto de ódio para alguns e de esperança para outros.
    O simples fato de rotular “do Capeta” ou “de Deus” não é suficiente para saciar a dúvida dos muitos evangélicos que povoam as igrejas. 
    É preciso ir além, é necessário por um lado, sair da superficialidade determinista e do legalismo autocrático; e é necessário por outro lado sair do tecnicismo teórico e do superego do saber.
    Teologia é do Capeta! Esta exclamação é pertinente quando se senta ao lado de pastores que tiveram suas igrejas dilaceradas por grupos de teólogos (e/ou seminaristas) que, no ímpeto de propagar as novas descobertas acerca do Evangelho em suas comunidades locais, se esqueceram de que enfiar guéla abaixo alimento sólido em quem só comia papinha é provocar reações tipo: rejeição, indigestão, quando não engasga e sufoca.
    Estes teólogos da indigestão se esquecem de que há tempo para tudo, tempo inclusive para desconstruir heresias e tempo para construir o alicerce para o entendimento da verdade. É, portanto, passivo de compreensão quando se escuta pastores afirmarem serem contra o estudo teológico, pois uma teologia que não é capaz de produzir edificação aos cristãos e nem responder aos anseios sociais dos que os rodeiam não poderia ser chamada de teologia.
    Teologia é do Capeta! É mais real para alguns líderes eclesiásticos acreditarem nesta proposição do que admitirem ser a teologia algo de Deus, pois alguns estudiosos da Bíblia se esquecem de que mais importante que saber o que é certo, é fazer o que é certo.
    Tristemente, há aqueles que são amantes do discurso, são estes os que têm solução para todos os problemas da igreja, mas nunca fazem nada em suas igrejas locais; são estes os que se sentam em suas cátedras teológicas e dali desmerece o esforço dos missionários/evangelistas que foram para as periferias, mas jamais ousaram sujar seus sapatos anunciando o evangelho aos pobres; são estes os que apontam o dedo, mas encolhem a mão.
    Por isto, não é tão estranho quando se ouve alguns grupos cristãos se posicionarem contra os teólogos afirmando serem estes os precursores da Besta, pois afinal de contas, as pessoas escutam mais o que fazemos do que o que falamos.
    Teologia é do Capeta! Enfim, há alguns que preferem acreditar em tal alínea não por causa dos maus exemplos de alguns teólogos ou seminaristas, mas sim porque historicamente um povo sem instrução é mais fácil de ser manipulado.
    Para alguns mercenários da fé o fato de proibir os membros de estudar teologia é a maneira ideal de fazê-los não conhecerem a Verdade e viverem assim dependentes das pregações dominicais e da (des)orientação pastoral.
    Neste ambiente alienado uma afirmação do tipo, “teologia é do Capeta”, proferido pelo ditador eclesiástico é absorvida de forma plena, irrevogável e irracional pelas massas evangelicais.
    Para estes donos ou gerentes de igrejas a demonização dos cursos de teologia é a fuga perfeita para evitar pessoas críticas que não tolerarão a barganha espiritual e nem cederão ao canto da sereia dos que usam a igreja como meio de corrupção sacerdotal.
    A assombrosa realidade é que algumas igrejas se tornaram o ponto de encontro de pessoas que rejeitam suas faculdades intelectuais por erroneamente julgarem isto contrário ao pressuposto da fé, estes se tornam presas vulneráveis aos abutres da fé que se deliciam com o cheiro fétido da carniça eclesiástica.

    TEOLOGIA É DO CAPETA !?!?!

    Teologia é do Capeta? É no mínimo antagônico e completamente contrário admitir que o estudo teológico seja obra do Diabo, pois em linhas gerais a teologia é a ciência que se ocupa do estudo acerca de Deus e da sua relação com a criatura (homem).
    Como, então, poderia ser isto fruto do Maligno?
    O estudante da bíblia é por essência alguém com profunda sede de Deus e com demasiado interesse de melhor servi-lO na fraternidade da Igreja; estes são pessoas que escolheram atender o chamado de Deus e sendo assim intencionalmente optaram em se oporem ao mundo e seus prazeres a fim de honrar o Criador com suas vidas de forma racional e espiritual; estes são aqueles que sentiram tamanho constrangimento frente à obra salvífica de Cristo no Gólgota que não lhes restou outra resposta a não ser ofertar suas próprias vidas a fim de conhecer mais dEle com o propósito único de agradá-lO, honrá-lO e reverenciá-lO.
    Teologia é do Capeta? Como poderia ser, se a figura do teólogo é algo análogo à figura do apologista (defensor da fé) tão fortemente destacado no contexto do Novo Testamento.
    Ser teólogo é engrossar a fileira dos que lutam pela fé evangélica e fazem de seus discursos uma afronta aos que querem usar do Evangelho como fonte de enriquecimento em detrimento da boa fé dos fiéis; ser teólogo é ter a coragem de criticar os movimentos megalomaníacos que engorduram as estratégias de liderança para o crescimento de igrejas sem levar em consideração a genuína conversão como fator primordial para o ingresso destes na comunidade dos salvos.
    Ser teólogo é ousar não se calar frente às injustiças sociais provocadas pelas igreja capitalistas, que insistem em usar do Evangelho como fonte de discriminação, racismo, preconceitos e demonização das classes sociais menos favorecidas.
    Teologia é do Capeta?...  Definitivamente não é!
    Contudo, alguns por falta de conhecimento de causa são tendenciosamente levados a acreditar nesta mentira do Capeta.
    Alguns preferem endiabrar os teólogos, pois na verdade querem rejeitar o estudo, pois acreditam em uma fé subjetiva, mística e empírica, assim, encontram uma irracional religiosidade que configura no caminho perfeito para fugir da responsabilidade, da consciência e do raciocínio.
    O desafio do cristão é estar “...sempre preparado para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós...” – I Pe. 3:15.
    O texto é sumariamente importante, pois enfatiza a necessidade de se estar preparado, de ser capaz de responder com temor aos que questionam sobre a fé, e de estar apto a argumentar acerca da razão da esperança que fundamenta a crença.
    Postulados estes que só serão adquiridos por meio de uma metodologia intencional de estudo, mediante a dedicação acadêmica e de esmero na interpretação bíblica.
    É exatamente para isto que existem os seminários teológicos, ou seja, para formar cristãos que sejam teólogos, preparando-os para os desafios do presente século.
    A igreja precisa urgentemente voltar a estudar a Palavra de Deus antes que seja tarde demais e cheguem dias em que serão destruídos pela ira de Deus e os nossos sacerdotes serão rejeitados pelo Dono das Ovelhas.
    Algo muito semelhante com o que houve no contexto de Oséias: “O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; e, visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos” – Os. 4:6.
    Então, o assustador/temor não é admitir, erroneamente, que teologia é do Capeta, mas sim que teologia é de Deus, pois sendo assim reportaremos nossa consciência, nossos discursos e nossas vidas a Ele, e “horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo” – Hb. 10:31. 
    Por isto, para ser teólogo é necessário mais que aptidão acadêmica, é imprescindível ter reverência; é necessário mais que boa oratória, é imperativo vivenciar a Palavra; é necessário mais que a crítica, é mister se autocriticar; é necessário mais que discussões sobre Deus, é preciso conhecê-lO.

    testo original escrito por Vinicius O. S. Guimarães professor das áreas de teologia e administração, diretor do Seminário Evangélico de Teologia da América Latina (www.setal.org.br), presidente da Missão Tocando as Nações (www.mtn.org.br) e pastor da Comunidade da Fé – Igreja Cristã (www.cofe.org.br).

    terça-feira, 29 de março de 2011

    Radiação

    Cinco anos depois do vazamento de Fukushima.




    Radiações são ondas eletromagnéticas ou partículas que se propagam com uma determinada velocidade. Contêm energia, carga eléctrica e magnética. Podem ser geradas por fontes naturais ou por dispositivos construídos pelo homem. Possuem energia variável desde valores pequenos até muito elevados.
    As radiações electromagnéticas mais conhecidas são: luz, microondas, ondas de rádio, radar, laser, raios X e radiação gama. As radiações sob a forma de partículas, com massa, carga eléctrica, carga magnética mais comuns são os feixes de elétrons, os feixes de prótrons, radiação beta, radiação alfa.


    Tipos de Radiação

    Dependendo da quantidade de energia, uma radiação pode ser descrita como não ionizante ou ionizante.
    Radiações não ionizante possuem relativamente baixa energia. De fato, radiações não ionizantes estão sempre a nossa volta. Ondas eletromagnéticas como a luz, calor e ondas de rádio são formas comuns de radiações não ionizantes. Sem radiações não ionizantes, nós não poderíamos apreciar um programa de TV em nossos lares ou cozinhar em nosso forno de microondas.
    Altos níveis de energia, radiações ionizantes, são originadas do núcleo de átomos, podem alterar o estado físico de um átomo e causar a perda de elétrons, tornando-os eletricamente carregados. Este processo chama-se "ionização".

    Um átomo pode se tornar ionizado quando a radiação colide com um de seus elétrons. Se essa colisão ocorrer com muita violência, o elétron pode ser arrancado do átomo. Após a perda do elétron, o átomo deixa de ser neutro, pois com um elétron a menos, o número de prótons é maior. O átomo torna-se um "íon positivo".

    Estabilidade do Núcleo Atômico

    A tendência dos isótopos dos núcleos atômicos é atingir a estabilidade. Se um isótopo estiver numa configuração instável, com muita energia ou com muitos nêutrons, por exemplo, ele emitirá radiação para atingir um estado estável. Um átomo pode liberar energia e se estabilizar por meio de uma das seguintes formas:
    * emissão de partículas do seu núcleo;
    * emissão de fótons de alta freqüência.
    * O processo no qual um átomo espontaneamente libera energia de seu núcleo é chamado de "decaimento radioativo".
    * Quando algo decai na natureza, como a morte de uma planta, ocorrem trocas de um estado complexo (a planta) para um estado simples (o solo). A idéia é a mesma para um átomo instável. Por emissão de partículas ou de energia do núcleo, um átomo instável troca, ou decai, para uma forma mais simples. Por exemplo, um isótopo radioativo de urânio, o 238, decai até se tornar chumbo 206. Chumbo 206 é um isótopo estável, com um núcleo estável. Urânio instável pode, eventualmente, se tornar um isótopo estável de chumbo.

    Radiação Ionizante

    Energia e partículas emitidas de núcleos instáveis são capazes de causar ionização. Quando um núcleo instável emite partículas, as partículas são, tipicamente, na forma de partículas alfa, partículas beta ou nêutrons. No caso da emissão de energia, a emissão se faz por uma forma de onda eletromagnética muito semelhante aos raios-x : os raios gama.
    Radiações Ionizantes Alfa (a), Beta (ß) e Gama (?)

    Radiação Alfa (a)

    As partículas Alfa são constituídas por 2 prótons e 2 nêutrons, isto é, o núcleo de átomo de hélio (He). Quando o núcleo as emite, perde 2 prótons e 2 nêutrons.
    Sobre as emissões alfa, foi enunciada por Soddy, em 1911, a chamada primeira lei da Radioatividade:
    Quando um radionuclídeo emite uma partícula Alfa, seu número de massa diminui 4 unidades e, seu número atômico, diminui 2 unidades.
    X -----> alfa(2p e 2n) + Y(sem 2p e 2n)

    Ao perder 2 prótons o radionuclídeo X se transforma no radionuclídeo Y com número atômico igual a (Y = X - 2)
    As partículas Alfa, por terem massa e carga elétrica relativamente maior, podem ser facilmente detidas, até mesmo por uma folha de papel (veja a figura a seguir); elas em geral não conseguem ultrapassar as camadas externas de células mortas da pele de uma pessoa, sendo assim praticamente inofensivas. Entretanto podem ocasionalmente, penetrar no organismo através de um ferimento ou por aspiração, provocando, nesse caso lesões graves. Têm baixa velocidade comparada a velocidade da luz (20 000 km/s).

    Radiação Beta (ß)

    As partículas Beta são elétrons emitidos pelo núcleo de um átomo instável. Em núcleos instáveis betaemissores, um nêutron pode se decompor em um próton, um elétron e um antineutrino permanece no núcleo, um elétron (partícula Beta) e um antineutrino são emitidos.
    Assim, ao emitir uma partícula Beta, o núcleo tem a diminuição de um nêutron e o aumento de um próton. Desse modo, o número de massa permanece constante.
    A segunda lei da radioatividade, enunciada por Soddy, Fajjans e Russel, em 1913, diz:
    Quando um radionuclídeo emite uma partícula beta, seu número de massa permanece constante e seu número atômico aumenta 1 unidade X -----> beta(1e) + antineutrino + Y(com 1p a mais)

    Ao ganhar 1 próton o radionuclídeo X se transforma no radionuclídeo Y com número atômico igual a (Y = X + 1)
    As partículas Beta são capazes de penetrar cerca de um centímetro nos tecidos(veja a figura a seguir), ocasionando danos à pele, mas não aos órgãos internos, a não ser que sejam ingeridas ou aspiradas. Têm alta velocidade, aproximadamente 270 000 km/s.

    Radiação Gama (?)

    Ao contrário das radiações Alfa e Beta, que são constituídas por partículas, a radiação gama é formada por ondas eletromagnéticas emitidas por núcleos instáveis logo em seguida à emissão de uma partícula Alfa ou Beta.
    O Césio-137 ao emitir uma partícula Beta, seus núcleos se transformam em Bário-137. No entanto, pode acontecer de, mesmo com a emissão, o núcleo resultante não eliminar toda a energia de que precisaria para se estabilizar. A emissão de uma onda eletromagnética (radiação gama) ajuda um núcleo instável a se estabilizar.
    É importante dizer que, das várias ondas eletromagnéticas (radiação gama, raios-X, microondas, luz visível, etc), apenas os raios gama são emitidos pelos núcleos atômicos.
    As radiações Alfa, Beta e Gama possuem diferentes poderes de penetração, isto é, diferentes capacidades para atravessar os materiais.
    Assim como os raios-X os raios gama são extremamente penetrantes, sendo detido somente por uma parede de concreto ou metal (veja a figura a seguir). Têm altíssima velocidade que se igual à velocidade da luz (300 000 km/s).

    Raios-X

    Os raios-X que não vêm do centro dos átomos, como os raios Gama. Para obter-se raios-X, uma máquina acelera elétrons e os faz colidir contra uma placa de chumbo, ou outro material. Na colisão, os elétrons perdem a energia cinética, ocorrendo uma transformação em calor (quase a totalidade) e um pouco de raios-X.
    Estes raios interessantes atravessam corpos que, para a luz habitual, são opacos. O expoente de absorção deles é proporcional à densidade da substância. Por isso, com o auxílio dos raios X é possível obter uma fotografia dos órgãos internos do homem. Nestas fotografias, distinguem-se bem os ossos do esqueleto e detectam-se diferentes deformações dos tecidos brandos.
    A grande capacidade de penetração dos raios X e as suas outras particularidades estão ligadas ao fato de eles terem um comprimento de onda muito pequeno.

    Aplicações

    A radiação ionizante tornou-se há muitos anos parte integrante da vida do homem. Sua aplicação se dá na área da medicina até às armas bélicas, contudo, sua utilidade é indiscutível. Atualmente, por exemplo a sua utilização em alguns exames de diagnóstico médico, através da aplicação controlada da radiação ionizante (a radiografia é mais comum), é uma metodologia de extremo auxílio. Porém os efeitos da radiação não podem ser considerados inócuos, a sua interação com os seres vivos pode levar a teratogenias e até a morte. Os riscos e os benefícios devem ser ponderados. A radiação é um risco e deve ser usada de acordo com os seus benefícios.

    a)Saúde

    Radioterapia

    Consiste na utilização da radiação gama, raios X ou feixes de eléctrons para o tratamento de tumores, eliminando células cancerígenas e impedindo o seu crescimento. O tratamento consiste na aplicação programada de doses elevadas de radiação, com a finalidade de atingir as células cancerígenas, causando o menor dano possível aos tecidos sãos intermediários ou adjacentes.

    Braquiterapia

    Trata-se de radioterapia localizada para tipos específicos de tumores e em locais específicos do corpo humano. Para isso são utilizadas fontes radioativas emissoras de radiação gama de baixa e média energia, encapsuladas em aço inox ou em platina, com atividade da ordem das dezenas de Curies. A principal vantagem é devido à proximidade da fonte radioativa afeta mais precisamente as células cancerígenas e danifica menos os tecidos e órgãos próximos.

    Aplicadores

    São fontes radioativas de emissão beta distribuídas numa superfície , cuja geometria depende do objetivo do aplicador. Muito usado em aplicadores dermatológicos e oftalmológicos. O princípio de operação é a aceleração do processo de cicatrização de tecidos submetidos a cirurgias, evitando sangramentos e quelóides, de modo semelhante a uma cauterização superficial. A atividade das fontes radioativas é baixa e não oferece risco de acidente significativo sob o ponto de vista radiológico. O importante é o controle do tempo de aplicação no tratamento, a manutenção da sua integridade física e armazenamento adequado dos aplicadores.

    Radioisótopos

    Existem terapias medicamentosas que contêm radiosiótopos que são administrados ao paciente por meio de ingestão ou injeção, com a garantia da sua deposição preferencial em determinado órgão ou tecido do corpo humano. Por exemplo, isótopos de iodo para o tratamento do cancro na tiróide.

    b)Diagnóstico:

    Radiografia

    A radiografia é uma imagem obtida, por um feixe de raios X ou raios gama que atravessa a região de estudo e interage com uma emulsão fotográfica ou tela fluorescente. Existe uma grande variedade de tipos, tamanhos e técnicas radiográficas. As doses absorvidas de radiação dependem do tipo de radiografia. Como existe a acumulação da radiação ionizante não se devem tirar radiografias sem necessidade e, principalmente, com equipamentos fora dos padrões de operação. O risco de dano é maior para o operador, que executa rotineiramente muitas radiografias por dia. Para evitar exposição desnecessária, deve-se ficar o mais distante possível, no momento do disparo do feixe ou protegido por um biombo com blindagem de chumbo.

    Tomografia

    O princípio da tomografia consiste em ligar um tubo de raios X a um filme radiográfico por um braço rígido que gira ao redor de um determinado ponto, situado num plano paralelo à película. Assim, durante a rotação do braço, produz-se a translação simultânea do foco (alvo) e do filme. Obtém-se imagens de planos de cortes sucessivos, como se observássemos fatias seccionadas, por exemplo, do cérebro. Não apresenta riscos de acidente pois é operada por electricidade, e o nível de exposição à radiação é similar. Não se devem realizar exames tomográficos sem necessidade, devido à acumulação de dose de radiação.

    Mamografia

    Atualmente a mamografia é um instrumento que auxilia na prevenção e na redução de mortes por câncer de mama. Como o tecido da mama é difícil de ser examinado com o uso de radiação penetrante, devido às pequenas diferenças de densidade e textura de seus componentes como o tecido adiposo e fibroglandular, a mamografia possibilita somente suspeitar e não diagnosticar um tumor maligno. O diagnóstico é complementado pelo uso da biópsia e ultrasonografia. Com estas técnicas, permite-se a detecção precoce em pacientes assintomáticas e imagens de melhor definição em pacientes sintomáticas. A imagem é obtida com o uso de um feixe de raios X de baixa energia, produzidos em tubos especiais, após a mama ser comprimida entre duas placas. O risco associado à exposição à radiação é mínimo, principalmente quando comparado com o benefício obtido.

    Mapeamento com radiofármacos

    O uso de marcadores é comum. O marcador radioactivo tem o objetivo de, como o nome mesmo diz, marcar moléculas de substâncias que se incorporam ou são metabolizadas pelo organismo do homem, de uma planta ou animal. Por exemplo, o iodo-131 é usado para seguir o comportamento do iodo -127, estável, no percurso de uma reacção química in vitro ou no organismo. Nestes exames, a irradiação da pessoa é inevitável, mas deve-se ter em atenção para que esta seja a menor possível.

    Referências Bibliográficas

    Ramos, J. Radioatividade.Acessado em 16.12.03. Disponível em: http://atomico.no.sapo.pt/index.html
    Portela, F.; Lichtenthäler Filho, R. Energia Nuclear. Acessado em 10.12.03. Disponível em: http//www.nuclear2000.hpg.com.br
    Alvarenga, A. V. C. R. Radioatividade. Acessado em 10.12.03. Disponível em: http://br.geocities.com/radioativa_br/
    Cardoso, Eliezer de Moura, Aplicações da Energia Nuclear- Apostila educativa, Comissão Nacional de Energia Nuclear, 1999
    Cardoso, Eliezer de Moura, Radioatividade - Apostila educativa, Comissão Nacional de Energia Nuclear, 1999

    DISPONEVEL 29/3/2011 EM <<<>>> http://www.fiocruz.br/biosseguranca/Bis/lab_virtual/radiacao.html